Removendo Ervas Daninhas com Perenes
Puxar ervas daninhas é uma forma de lidar com plantas indesejadas, mas e se a paisagem pudesse fazer esse trabalho por você? As ervas daninhas, como todas as plantas, requerem luz, água, nutrientes e espaço para crescer. Quando não conseguem acessar esses elementos, elas desaparecem do seu jardim.
Plantar espécies densas e/ou de rápido crescimento impede que as ervas daninhas obtenham a luz e a água de que necessitam para prosperar. Com perenes, você precisa plantá-las apenas uma vez para desfrutar por anos de supressão das ervas daninhas, representando uma solução de longo prazo para o controle dessas plantas indesejadas.
Reunimos uma lista de perenes que, ao se espalharem, suprimem o crescimento de ervas daninhas em seu jardim. Embora ainda possa ser necessário retirar algumas plantas aqui e ali, você poderá apreciar um espaço repleto de beleza intencional em vez de ervas invasoras.
Phlox Musgoso

Forma tapetes densos que bloqueiam as ervas daninhas e se mantém ordenado.
| Nome botânico | Phlox subulata |
| Requisitos de sol | Sol pleno a sombra parcial |
| Altura | 3–6″ |
| Zonas de rusticidade | 3–9 |
O phlox musgoso é uma das minhas plantas de paisagismo favoritas por diversos motivos. Trata-se de uma espécie nativa que prospera com poucos cuidados e tolera facilmente períodos de seca. Apesar de exigir baixa manutenção, embeleza o jardim com tapetes densos de folhagem e delicadas flores.
Com menos de 15 cm de altura, essa planta lida bem tanto com sombra salpicada quanto com sol pleno, sendo ideal para preencher espaços entre espécies maiores e dar um toque de interesse a jardins rochosos antes dominados por ervas daninhas.
Na primavera, os tapetes se cobrem de flores, que tendem a desaparecer no início do verão. Mesmo que as flores não durem muito, o formato agulhado da folhagem mantém o visual interessante durante o verão e o outono.
Sinos de Coral

Uma folhagem colorida preenche o espaço e suprime as ervas daninhas.
| Nome botânico | Heuchera spp. |
| Requisitos de sol | Prefere sombra parcial, mas se adapta ao sol pleno ou sombra total |
| Altura | 6–20″ |
| Zonas de rusticidade | 3–9 |
Também conhecida como alumroot, a espécie Heuchera engloba cerca de 50 espécies e centenas de variedades. Esses perenes toleram condições adversas, como a seca, alta umidade e solos pesados.
Produzem aglomerados de folhas lobadas que surgem em uma variedade de cores e padrões – desde folhas verde-lima com centros roxos vibrantes até cultivares com tonalidades intensas de burgundy ou quase negras. No verão, além de suprimirem as ervas daninhas, enviam talos elegantes encimados por pequenas flores em forma de sino.
Para limitar o crescimento das ervas daninhas, plante os sinos de coral com um espaçamento de 12–16 polegadas (30–40 cm). Assim, a densa folhagem cobrira o solo e impedirá que ervas invasoras se estabeleçam.
Hosta

Grandes folhas abafam as ervas daninhas em áreas sombreadas.
| Nome botânico | Hosta spp. |
| Requisitos de sol | Sombra parcial a sombra |
| Altura | 4–30″ |
| Zonas de rusticidade | 2–9 |
As hostas estão entre os melhores perenes para suprimir ervas daninhas em locais de sombra. Cultivadas principalmente por suas grandes folhas, elas também produzem altos talos florais com flores alongadas em forma de sino.
Originárias de partes da Ásia e da Europa Oriental, as hostas são cultivadas nos Estados Unidos há mais de 150 anos e não são invasoras, não representando risco de dominar o jardim. Contudo, desenvolvem-se formando aglomerados densos que ajudam a inibir o surgimento de ervas daninhas.
Existem variedades com diferentes alturas, formatos e padrões de folhas. As variedades menores devem ser plantadas próximas umas das outras, enquanto as maiores podem ser espaçadas um pouco mais.
Ajuga

Espalha-se rapidamente para cobrir o solo e prevenir o surgimento de ervas daninhas.
| Nome botânico | Ajuga spp. |
| Requisitos de sol | Do sol pleno à sombra |
| Altura | 6–12″ |
| Zonas de rusticidade | 3–10 |
Conhecida popularmente como bugleweed, as espécies do gênero Ajuga são coberturas do solo perenes de rápido crescimento que rapidamente suprimem as ervas daninhas. A folhagem rasteira forma um tapete denso e a planta produz aglomerados eretos de pequenas flores roxas ou rosa.
Como não é nativa dos Estados Unidos, a Ajuga pode dominar o jardim se não estiver controlada. Por isso, recomenda-se plantá-la apenas em canteiros limitados ou em áreas expostas à erosão.
Coreopsis

Um crescimento vigoroso que impede as ervas daninhas e produz flores em abundância.
| Nome botânico | Coreopsis spp. |
| Requisitos de sol | Sol pleno |
| Altura | 1–4′ |
| Zonas de rusticidade | 3–9 |
Esses belos perenes nativos iluminam os jardins com suas flores amarelas ou alaranjadas, produzindo novas flores continuamente ao longo da estação de crescimento – especialmente se as flores murchas forem removidas.
A Coreopsis se expande pela base de sua folhagem espessa, ajudando a suprimir as ervas daninhas que, de outra forma, se instalariam. Enquanto algumas espécies, como a coreopsis alta e de pradaria, possuem folhas esguias, a coreopsis lanceolada apresenta folhagem mais larga.
Além de tolerarem a seca e solos pobres, essas plantas são ideais para terrenos abandonados ou próximos a novas construções, embelezando o ambiente e servindo ainda como fonte de alimento e habitat para polinizadores.
Juncos

Plantas aglomeradas que se espalham lentamente para cobrir o solo desnudo.
| Nome botânico | Carex spp. |
| Requisitos de sol | Do sol pleno à sombra, dependendo da espécie |
| Altura | 6–18″ |
| Zonas de rusticidade | 3–10 |
O gênero Carex engloba milhares de espécies, todas popularmente conhecidas como sedges. Esses perenes, com aparência semelhante à grama, podem formar tapetes densos que tornam-se excelentes para suprimir o crescimento das ervas daninhas.
Diferentes espécies prosperam em ambientes variados – algumas em sol pleno e outras na sombra. Assim, é importante atentar para as condições ideais de cada sedge. Entre as espécies que se adaptam bem, podemos citar o sedge da Pensilvânia, o Cherokee Sedge e o sedge de palmeira.
Normalmente, os sedges crescem em aglomerados que se espalham com o tempo. Se iniciar a plantação do zero, você pode semear ou transplantar mudas com espaçamento de aproximadamente 1 pé (30 cm). Embora hajam lacunas no primeiro ano, elas se preencherão à medida que a planta se expandir.
Sedum

Flores de outono trazem tons suaves quando outras flores desaparecem.
| Nome botânico | Sedum spp. |
| Requisitos de sol | Do sol pleno à sombra, variando conforme a espécie |
| Altura | 4–18″, variando conforme a espécie |
| Zonas de rusticidade | 3–10 |
O gênero Sedum reúne numerosos perenes com folhagem suculenta. Algumas espécies têm hábito rasteiro, permanecendo próximas ao solo, enquanto outras formam caules eretos que podem ultrapassar 1 pé de altura. Em ambos os casos, o plantio adequado evita o surgimento de ervas daninhas.
O sedum de pedra do bosque (Sedum ternatum) é um exemplo de sedum de porte baixo, nativo de grande parte do Leste dos Estados Unidos. Ele se desenvolve bem em áreas sombreadas e úmidas, desde que a drenagem seja adequada, e produz pequenas flores brancas em forma de estrela. Já o sedum ‘Autumn Joy’ é uma variedade mais alta, que exibe grandes aglomerados de pequenas flores rosadas.
Rudbeckia

Uma favorita natural dos jardins que ilumina do final do verão ao outono.
| Nome botânico | Rudbeckia spp. |
| Requisitos de sol | Sol pleno |
| Altura | 1–4′ |
| Zonas de rusticidade | 3–9 |
As espécies de Rudbeckia estão entre as flores selvagens nativas mais comuns e apreciadas, graças às suas cores vibrantes e à sua resistência. Quando plantadas próximas umas das outras – com espaçamentos de 6–12 polegadas (15–30 cm) – formam um dossel denso que suprime as ervas daninhas.
A espécie mais conhecida é a Susan de Olho Preto (Rudbeckia hirta), embora também existam outras variedades populares, como a grande coneflower (Rudbeckia maxima) e a Susan de Olho Marrom (Rudbeckia triloba).
Mesmo que algumas Rudbeckias tenham vida útil de apenas alguns anos, elas se auto-semeiam, gerando novas mudas e, assim, bastando serem plantadas apenas uma vez.
Cravo

Espécies de porte rasteiro formam um belo tapete perfumado abraçando o solo.
| Nome botânico | Dianthus spp. |
| Requisitos de sol | Sol pleno a sombra parcial |
| Altura | 8–20″ |
| Zonas de rusticidade | 3–9 |
O gênero Dianthus engloba diversas plantas conhecidas como cravos ou “pinks”. Todas apresentam flores arredondadas com pétalas franzidas, embora variem em altura e aparência. Muitas variedades conseguem suprimir as ervas daninhas quando plantadas de forma densa, sendo as espécies de crescimento rente as melhores nesse quesito.
Dianthus plumarius, conhecido como rosa campestre ou rosa de jardim, é um perene que prospera em locais ensolarados e com solo bem drenado – uma escolha excelente para jardins rochosos. Ele produz folhas estreitas, semelhantes à grama, que se espalham em forma de ramos, e seus topos se enchem de flores arredondadas desde o final da primavera até o fim do verão.
Cada exemplar chega a ter entre 30 e 60 cm de diâmetro, por isso, para que consigam suprimir as ervas daninhas, recomenda-se o plantio de várias unidades próximas. Você pode encontrar variedades com flores em tons de rosa, branco e vermelho; e cultivares como a ‘Rainbow Loveliness’ exibem flores delicadas e rendadas.

Flavia Almeida é uma entusiasta em plantas ornamentais e especialista em compartilhar dicas valiosas sobre o assunto. Com seu conhecimento e entusiasmo, ela inspira os amantes de plantas a transformarem seus espaços em verdadeiros oásis verdes. Se você busca conselhos confiáveis para cuidar de suas plantas, Flavia Almeida é a pessoa certa para te ajudar nessa jornada verde.






